Viagem pela costa oeste: Seattle, Portland, San Francisco e Yosemite Park

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Chegamos em Seattle a noite numa quarta-feira e os amigos do Mike foram buscar a gente no aeroporto. Eles moravam em Chicago e se mudaram pra Seattle uns 4 meses atrás, então ficamos na casa deles e fomos super bem recebidos. Demos uma andada pela vizinhança, tomamos uns drinks e fomos dormir. Nos dois dias seguintes nós dois passeamos pela cidade enquanto o casal tava trabalhando e encontramos com eles a noite pra jantar. Adorei essa cidade, ela tem um ar bem parecido com o Brasil, principalmente na área do famoso mercado público de lá. Frutas maravilhosas, bagunça de barracas de feira na rua, gente misturado com carros, bicicletas e motos. Nunca achei que fosse dizer isso, mas aai que saudade da bagunça de Maceió!

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Fotos: Eu e Mike no Pike Place Market/ Nós dois com a Space Neddle  no fundo

Os dias foram super lindos, céu azul e ensolarado. Nada da famosa chuva se Seattle que normalmente só chega no inverno. Fomos no Pike Place Market, onde eu comi meu primeiro pêssego da vida e provavelmente vai ser o melhor de todos, que delícia! Almoçamos num quiosque de comida filipina e passeamos de caiaque do outro lado da baía. Foi muito legal!

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Fotos: Mike no Pier com a Roda Gigante ao fundo, nós andamos e foi lindo! / A rua do mercado público/ Nós dois na travessia pra o outro lado da baía.

No sábado de manhã, eu, Mike, Nikki e Ken pegamos a estrada pra Portland. Era pra ser só duas horinhas, acabou sendo três por causa do movimento da estrada. Chegamos na hora do almoço e encontramos com a Sarah, uma amiga nossa da Disney  que mora por lá e foi nos mostrar a cidade. De primeira já fomos comer as famosas VooDoo Doughnuts. Fora o fato dos nomes serem engraçados e pornográfico, não vi graça neles e preferia ter comido no Dunkin Donuts sem ter enfrentado uma hora de fila. Enfim…  de lá fomos pro centro da cidade, comemos pizza, fomos em uns 4 ou 5 bares, comemos tacos num carrinho mexicano, fomos na Powell’s books (a maior livraria independente do mundo), tentamos deixar nosso cadeado numa ponte #fail e voltamos pro hotel super tarde.

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Fotos: Nós dois depois da tentativa falha de botar o cadeado na ponte/ Skippers taking it to two!

Aconteceu uma coisa super interessante em Portland. Eu estava atravessando uma rua, quando fui abordada por um ex-aluno meu de 7 anos atrás! É possível isso!? Um aluno de Maceió. Blz. De 7 anos atrás. Blz. Nos EUA. Blz. Em Portland?? É demais! Ele estava com um amigo americano, que nos parou na rua pra perguntar o que nós indicaríamos pra um brasileiro fazer por lá. Gente, o mundo é minúsculo!

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Fotos: Nikki, Mike, Ken, estátua, eu e Sarah/ VLT de Portland, coisa mais linda de ver!

Saímos do hotel umas 5 da manhã pra ir pra o aeroporto. Chegamos em San Francisco mortos de cansados, fomos pro hostel, descansamos por umas 3 horas e saímos meio sem coragem. O tempo estava horrível, nublado, frio, com neblina.. não parecia nem verão. Pra completar, não nos organizamos direito, não listamos as coisas queríamos fazer e muito menos a ordem, então perdemos muito tempo rodando que nem barata tonta e olhando em mapa no centro turístico. Mas pelo menos isso foi bom, eles tem um baita centro turístico com atendimento individual, mapas, dicas, tudo de graça. É só chegar e entrar na fila. Depois disso fomos em Chinatown, Little Italy, almoçamos por lá num restante ótimo que até nos deu bruscheta de graça pq nosso prato tava demorando.

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Fotos: Bodinho/ e prediozinhos fofos de SF

No outro dia fizemos San Francisco de cabo a rabo. A intenção era pegar o bondinho até o pier 39 e ir caminhando até a Golden Gate. Mas o danado quebrou 10 minutos depois e a gente desceu e foi andando do pier 1 até a ponte. Fizemos Fisherman’s Wharf, Pier 39, Fotos do Alcatraz (não conseguimos ir no tour até lá), e bike na Golden Gate, pra deixar nosso cadeado do amor. Depois voltamos pro hotel e estávamos exaustos. Foi um dia inteiro andando e pedalando.

Amei São Francisco e iria pra de novo agorinha! Só fiquei surpresa com tanta gente morando na rua, acho que desacostumei a ver mendigo!

No dia seguinte fomos buscar o carro alugado e dirigimos por 3 horas pra Yosemite, um parque nacional de 3 mil km² que recebe 3 milhões de visitantes por ano.

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Fotos: Nós e nossas bikes na Golden Gate/ Nós no Fisherman’s Wharf

Nós tínhamos reservado um camping fora de Yosemite, que furada ein?! Ficamos achando que íamos dirigir pra lá durante o dia, mas o troço era mais de 2 horas de distância. Acabamos entrando no parque e perguntando se tinha vaga em algum acampamento. Por sorte, tinha. As vagas do vale (parte mais popular do parque) acabam rapidinho, muitas vezes um ano antes (wtf??) então pegamos um cantinho em uma montanha e foi baratinho (cada camping tem um preço diferente). Eu nunca tinha acampado na vida e posso dizer que amei a experiência. Ter meu galeguinho cuidando de mim, fazendo fogueira, bancando o corajoso foi tão lindo (suspiros de amor! kkk). A gente acabou levando os dias no Yosemite muito light e fazendo o que a gente tava afim de fazer, não fomos nas coisas super turísticas (talvez por falta de organização, mas até que gostei), ficamos de boa descansando e respirando natureza. Caminhamos muito, vimos muita paisagem linda, muitos esquilos, coelhinhos e veados haha

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Fotos: Nós dois no Yosemite (meio da estrada)/ caminhada pra uma das cachoeiras/

Voltamos pra Oakland, ficamos por lá uma noite antes de embarcar de volta pra Chicago. Voltamos mortos de cansados na sexta-feira e descansamos sábado e parte do domingo, quando meu host novo foi me buscar na casa dele junto com minha kid mais velha e me trouxeram pra casa.

A viagem foi maravilhosa e graças a Deus não me fez enjoar desse meu namorado lindo. Muito pelo contrário, nos aproximou ainda mais 🙂

O resto fica pra o próximo post: A chegada na host family nova!

 

 

 

 

 

 

 

 

Dando adeus a New York… tenho que mudar o nome do blog, né?

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Nem sei como descrever a loucura que foi minha vida nas últimas 6 semanas. Já faz mais de um mês que não posto aqui, então vou me esforçar pra lembrar os acontecimentos, pode ser que misture a ordem de tudo, mas enfim…

Meu primeiro ano era pra ter acabado no dia 21 de julho, mas fiquei até o dia 30, já que o boy estaria trabalhando também e a gente não podia viajar antes. Minhas kids estavam indo pra o camp de 9 as 5h todos os dias, ou seja: eu não tava fazendo muita coisa. Mas o hosto estava viajando e a hosta gostou da idéia de me ter por mais umas semanas, pra te um par de mãos extras pra ajudar.

Minhas últimas semanas em NY só não foram melhores porque eu precisava juntar dinheiro pra a viagem da costa oeste (próximo post), então não rolava ficar indo em Manhattan o tempo todo, já que paga-se caro no bilhete do trem. Mas de qualquer forma, acabei indo bastante, já que minha amiga Tuany tá morando no Queens e estava me abrigando quase todo fim de semana.

Falando nela, aproveitei bastante depois que ela chegou. Minha memória é bem ruinzinha, mas o melhor dia de todos foi o dia que meu hosto me deu dois ingressos da área vip da apresentação da Orquestra Filarmônica no Central Park. Pra completar, a Lu tinha comprado groupon de aluguel de bikes antes de desistir de vir pra NY, ai me deu (Thanks, Lu!). Fomos pro Central Park  cedo, passeamos bastante, vi tudo que eu queria ter visto no Central Park e ainda não tinha tido tempo. Finalmente achei o mosaico do Imagine (era questão de honra!), e tirei foto com a estátua da Alice no país das maravilhas. Quando deu a hora do show, fomos pra o gramado principal, que estava suuuper lotado, sentamos nas cadeiras VIPs e vimos a apresentação de camarote, finalizando a noite com fogos maravilhosos com Manhattan ao fundo!

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Fotos: Eu pedalando perto do Guggenheim Museum/ Eu e Tutu andando de Bike no Central Park/ Eu e Tutu na estátua da Alice/ Eu no mosaico dos Beattles, não tinha nenhuma flor pra ficar bonitinho ¬¬

Eu tava com um sentimento muito estranho no peito nas últimas semanas em Manhasset. Era uma empolgação tão grande pra ver o Mike, pra viajar de férias, pra me mudar pra a nova família, nova cidade, que eu não conseguia ficar triste de fato. Foi como se isso tudo atrapalhasse a tristeza de estar indo embora, não que eu quisesse ficar triste, mas é lógico que isso também faz parte e faz com  que a pessoa fique mais saudosa e melosa. Comigo não aconteceu muito. Hoje, depois que a novidade maior passou, to morrendo de saudade das minhas kids, da minha ex casa, das minhas amigas (nooossa, que falta que elas fazem!) e da minha vida lá em NY, apesar de que a vida por aqui anda muito bem, obrigada. Não vou entrar em detalhes porque vou fazer um post novo sobre o segundo ano depois do post das férias.

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Fotos: Pôr-do-sol na Manhasset Bay, em Port Washington/ Eu eu minhas fofas no Brooklyn Bridge Park

Minha host family foi super fofa comigo, fez um churrasco de despedida. Falaram pra eu chamar 6 amigas, assaram hamburguer e hot dogs, encomendaram saladas de um buffet e compraram até bolo 🙂 Adorei. Eu tinha feito um vídeo de presente pra eles, eles também adoraram. Fui rever agora e acho que caiu um cisco no meu olho ó….

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Fotos: Eu, minhas kids e meu bolo lindo/ Eu e as meninas que foram no churrasco (Sarah, Tuany, Malin, Tatjana, Vanessa e Daisy)… Viram que cortei o cabelo? Gente, eu cortei eu mesma… não façam isso em casa!

Vídeo que fiz pra eles 😥

No dia de ir embora foi super triste sim. Meu host tava viajando, minha host disse que não podia faltar o trabalho (¬¬) e minhas kids estavam no camp. Ou seja: Ninguém da família me levou no aeroporto, nem ao menos estavam em casa quando eu saí. A hosta deixou o dinheiro do táxi e sozinha eu deixei minha cidadezinha do coração. Minha fofa Vanessa foi lá em casa esperar o táxi comigo, levou a baby pra me alegrar e ganhou o meu bolo de chocolate que ninguém deu valor lá em casa além do meu menino. E eu juro que tava uma delícia!

Cheguei no aeroporto depois de muitos “amém” do taxista que era pregador, fui fazer o check-in e descobri que estava com excesso de bagagem. Tive que abrir a mala e começar a jogar shampoo, condicionador, creme, tudo fora. Eles estavam me cobrando $100 pelo excesso e eu não queria pagar de jeito nenhum! (tirar dinheiro da minha viagem? Tá louca?). Finalmente embarquei pra Chicago, esperei umas duas horas no aeroporto até o Mike chegar com o Nate, roommate dele. O Nate levou minha mala grande pra casa e eu segui viagem pra Portland com meu galego e minha carry-on.

(Gente, só um parêntese aqui… a Cultural Care só mandou minhas informações de vôo 6 antes do meu embarque, eu já estava ficando louca, ligando pra lá todo dia, os hosts ligando também, aff que agonia!)

Pronto, o resto são cenas para o próximo capítulo: West Coast Trip: Seattle, Portland, San Francisco and Yosemite Park.

 

Quase no fim do primeiro ano…

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Ai, tanta coisa pra contar que não sei por onde começar. Devia começar pela dor de dente que tá invadindo meu cérebro, misturada com o fato do seguro saúde da Cultural Care não cobrir a parte odontológica. É pra sentar e chorar.

Nesse momento eu to com uma mistura de empolgação, saudade, tristeza e muito amor no coração.

Cheguei de Chicago sábado depois de uma semana com meu boy, e olha.. tá sendo difícil olhar pra as paredes dessa casa, pro meu host de cara emburrada, pra o cachorro, pra a salada (pqp.. essa salada). Voltar de férias nunca foi fácil, mas dessa vez a saudade tá dando um tempero maligno. Essa vida na casa dos outros cansa e eu hoje eu sinto no peito que fiz a decisão certa em estender com outra família. Mudar de ares vai me fazer muito bem.

Ao mesmo tempo tô super empolgada planejando os últimos detalhes da minha viagem pela costa oeste, que vai acontecer entre o final do primeiro ano e o começo do segundo, perfect timing! Vou pra Chicago deixar minhas malas (lógico que já deixei uma por lá na semana passada), e parto pra Seattle com Mike. Depois fazemos Portland, Oakland, San Francisco e fechamos com 3 dias acampando no Yosemite Park. Vamos visitar amigos pelo caminho e passar bastante tempo juntos em contato com a natureza em pleno verão californiano.. quero mais o que?

Voltando a Chicago… Além de assistir “A culpa é das estrelas”, passear pelo Millenium Park e pelo Navy Pier, comer deep dish pizza, assistir o jogo do Brasil comento coxinha e guaraná com meu amor, vim contar pra vocês uma outra parte super importante da viagem: conheci minha nova host family! Por email, marcamos de nos encontrar na quinta-feira,  na casa deles mesmo. A host foi muito atenciosa nas mensagens e até convidou o Mike pra ir comigo, falou que ele era mais que bem vindo a participar. Ele disse que achava melhor não ir nessa primeira visitar, que ia me deixar lá e voltava pra buscar. Chegando lá na hora marcada, ele subiu pra se apresentar, mas o host não deixou mais ele ir embora kkkkk falou que ele tinha que ficar, que tinha comprado cerveja e tal, ele acabou ficando. Tomamos sorvete, babei muuito minha baby e brinquei bastante com a mais velha. O host e o Mike conversaram o tempo todo como se fossem velhos amigos e eu adorei o clima da tarde. Por fim, eles compraram comida tailandesa e jantamos todos juntos no deck novo que o host construiu no quintal. Tive um feeling muito bom e mal posso esperar pra me mudar de vez. Voltei pra casa de alma leve, admito que tava um pouco nervosa no caminho pra lá.

Não preciso dizer que estou mais que apaixonada, né? Nem vou entrar em detalhes, mas tô feliz demais com meu galego.

Por coincidência do destino, minha princess Agnes foi pra Chicago na mesma semana que eu pra começar a road trip dela pela Rota 66, que começa exatamente em Illinois. O namorado dela lá da Suécia veio pra viajar com ela, eles vão ficar na estrada por 31 dias. Nos encontramos dois dias por lá (double dates!), o que nos deu umas horinhas a mais juntas, já que ela só volta pra NY depois que eu for embora. Não vamos mais nos ver por aqui 😦

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Fotos: Eu e Mike no Navy Pier/ Mike, eu, Agnes e Bjorn do Giordano’s pizza

Falei no cachorro lá em cima, mas vou falar nele de novo aqui. Gente, eu perdi o cachorro da hosta! :-O Nunca fiquei tão nervosa nesse ano todo. Ele tem 13 anos e é surdo, mudo, cego e não sente mais cheiros. Minhas kids estavam em casa nesse dia de manhã porque iam tirar o passaporte novo, então eu tava um pouco que fora da minha rotina normal com eles. Fui na cozinha e o cachorro tava perto da porta, do jeito que ele sempre fica quando tá afim de ir lá fora fazer xixi/cocô. Eu abri a porta dos fundos pra ele e continuei mexendo nas coisas na cozinha. Chequei pra ver se ele tinha terminado 2 vezes, e eles ainda tava lá, cheirando (ou tentando) a grama e procurando um lugar pra “descarregar”. Daí eu saí da cozinha, fui brincar com meu kiddo e esqueci o cachorro lá fora completamente!!! Normalmente ele fica só pelo quintal, mas como ele não enxerga nada ele sai na doida por esse mundão a fora. Ele é pequeno e anda devagar, mas mesmo assim SU-MIU!!! Eu lembrei dele de novo quando o host perguntou pela chave do carro e eu me liguei que ela ainda estava pendurava na porta dos fundos, pq eu nunca voltei pra botar o cachorro pra dentro e trancar a porta. Isso tudo num intervalo de meia hora. Saí que nem uma doida pela rua a procurar o danado, o host saiu de carro, a hosta voltou do trabalho pra vir procurar (detalhe: era aniversário dela!!). A vizinhança se mobilizou pra achar o cachorro, todo mundo procurando, colamos cartazes pela cidade toda, ninguém tinha visto o cachorro. Eu tava desesperada, ninguém em casa falava comigo, minha kidda e a mãe só choravam, eles tinham feito reserva num restaurante na city pra a noite, tiveram que cancelar e o clima da casa ficou preto por 2 dias e 2 noites. Até que do nada, depois de buscar minhas kids no ponto de ônibus a tarde, o cachorro atravessa a rua em frente ao ônibus escolar. Como assim, Bial!? Onde caceta esse bicho tava por dois dias inteiros!?!? O que ele comeu?? O que ele bebeu!? Assista na semana que vem no Globo Repórter, porque até agora eu não entendi. Só sei que agradeci a Deus e as meninas que trouxeram ele de volta, queria abraçar e beijar todas elas, meu Deus, que sentimento bom no coração.

Dramas a parte, minha amiga Tuany chegou na city umas semanas atrás e eu passei o fim de semana na casa dela antes de ir pra Chicago. Passeamos bastante, fomos numa balada brasileira, num brunch na Pranna (quem tá vindo pra NY não pode perder esse). E no dia que eu viajei ela veio pra cá assistir o jogo, ir num churrasco comigo e me ajudar a levar minhas malas até o ponto do ÔNIBUS!  Sim… fui de ônibus de New York pra Chicago, uma viagem com emoção de 14 horas na estrada que eu não faço nunca mais! Economizei $200 mas ouvi chinês brigando comigo em Mandarim, levando meu celular embora, tirando minha mala da mão e me dando bronca mandando entrar no ônibus. Ai ai.. tudo por amor!

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Fotos: Eu, Ana,  Andrea, Benjamin e Tuany no brunch da Pranna/ Eu e Tutu no prédio de “Friends”

Acho que as novidades ficam por aqui, volto em breve pra contar mais, pq sei que as coisas estão passando em alta velocidade e quando eu piscar, estarei na casa nova, família nova, cidade nova e ares novos. O ruim é que não vou poder postar fotos com minhas girls na família nova, não tenho permissão, mas vamos ver como fica, o blog não pode parar!

Countdown.. 3 weeks to go!

 

Visitas de Maio!

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Apesar de ser extremamente caro, morar em cidade grande (ou perto) tem seus encantos. É mágico pegar um trem a 5 minutos de casa e saltar quase em plena Times Square menos de 40 minutos depois. Fora isso, as metrópoles têm opções pra todos os gostos e nacionalidades e é quase impossível procurar algo em New York e não achar. Sinceramente, se não tiver aqui, não tem mais em canto nenhum do mundo.

Mas pra mim, a melhor parte de morar aqui é receber visitas o tempo todo. Desde o começo do ano eu já recebi meu namorado (lógico), minhas duas famílias do high school , minha mãe junto com meu irmão, uma vizinha, duas amigas de infância e agora vem mais uma da facul daqui a duas semanas. Isso porque eu nem to contando com a Lua e a Lu que estão aqui pertinho e eu vejo com mais frequência. A Lu mesmo tá vindo semana que vem pela terceira vez! Lógico que nem todo mundo veio parar aqui só pra me ver, e é por isso que morar em New York facilita muito. Minha vizinha veio estudar, uma amiga veio fazer o enxoval do casamento, outra a passeio e a última vem tentar a vida em NY depois de um ano como au pair. E se você mora em uma cidadezinha no interior do Texas? Pode ser muito legal, afinal cidade pequenas longe do stress das megalópoles são muito mais receptivas e calmas, mas com certeza visitas não serão algo frequente.

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Fotos: Eu, minha mãe e meu irmão no trem vindo pra Manhasset/ Minha host family do high school: Jan e as netas Eryn e Kayla no Stardust Dinner

Quem é au pair sabe que a gente sofre com a falta da família e amigos, mas cada vez que vem alguém me visitar, apesar de gastar o dinheiro que não tenho (lógico que as pessoas querem fazer passeio caros e turísticos que você provavelmente já fez), mas o coração fica tão alegre e a vida traz aquele gás e energia que estavam faltando pra a gente seguir em frente e continuar o ano.

Esse mês foi O mês das visitas de amigas especiais. Acho que meus fins de semana de maio foram todos abençoados com essas duas pessoinhas aqui perto de mim. Por pouco elas não vinham ao mesmo tempo, o que seria um sonho, mas foi mais que demais poder matar essa saudade enorme.

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Fotos: Eu e Naty num Coffee Shop/ Central Park/ Rockefeller Center

A Naty é minha quase vizinha desde quando tínhamos 7 anos. Moramos na mesmo rua, estudamos na mesma turma, dividimos a infância e a adolescência, e agora ela vai casar! :’) Esse grande detalhe quase me fez não estender meu ano de au pair e vai ser muito difícil saber que ela casou e eu não estava presente. O casamento é em dezembro e meu primeiro ano acaba em julho, e como se sabe, nós não podemos sair do país no segundo ano a não ser que seja pro México, Canadá ou ilhas adjacentes. Consegui vê-la nos dois fins de semana que ela tava por aqui e pude participar de um momento super especial: a escolha do vestido de noiva! Ficou linda, linda, linda! Uma princesa! Fora isso, andamos bastante nesse selva de pedra, passamos o dia das mães juntas (com a mãe dela, a sogra e a avó) e fomos na feira internacional do mobiliário, já que nós duas e a mãe dela (minha ex chefe de estágio) somos arquitetas.  Funny thing é que ela é o Bahia compraram um apê do lado do meu prédio novo, parece que a gente nasceu pra ser vizinha! hahaha Chego já por ai pra te pedir açúcar emprestado, amiga!

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Fotos: Eu e Vida no jogo dos Mets/ Photobooth Forever 21/ Bryant Park

A Rafa é meu anjinho de Deus. Minha amiga super iluminada que me faz dar altas risadas. Nos conhecemos desde a segunda série e nos aproximamos um pouco depois. Junto com a Naty e a Gabi (que tá me devendo a visita) nós formamos um grupo inseparável que eu tenho muuita saudade. Ela veio com os avós, tios e primos a passeio e eu consegui vê-la por dois dias, incluindo o aniversário dela. Fomos num jogo de baseball junto com minhas amigas daqui de Manhasset, comemos crepe no West Village, andamos pela Times Square e tomamos chuva no Bryant Park. Minha Vidinha linda também deixou saudades no coração!

Bom.. fora essas duas coisas fofas, meus dias aqui continuam ótimos, apesar de que eu acho que minha ficha ainda não caiu que eu estou indo embora em 7 semanas. Quando minhas kids falam ou fazem coisas fofas, me dá um aperto no coração, mas logo passa, porque o sentimento aqui dentro é como se no fim de julho eu fosse viajar de férias e depois voltar pra cá. Coisa doida.

Ao mesmo tempo, minha host nova está sendo uma fofa por email e temos nos comunicado bastante depois do match.

Só me resta torcer pra que dê tudo certo e me preparar pra minha viagem na costa oeste que já está chegando. Yaaay!!

Bom fim de semana pra vocês e continuem comentando, estou adorando ler a opinião de vocês, mesmo que ainda não tenha tido tempo de responder um por um!

Beeijos!

I HAVE A MATCH (again)!!!

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Isso mesmo! Tenho um match pra o meu segundo ano de au pair!

Pra quem não sabe, meu namorado mora em Chicago e eu tava doida pra arrumar uma família lá pra ficar junto dele, não aguento mais namorar a distância, saudade tá matando!

Eu já tinha desabafado por aqui sobre os problemas que tenho com a minha host family. Lógico que não existe família perfeita, nem a minha do Brasil é, imagina a dos outros. Mas eu sempre disse e continuo dizendo que eles são uma boa família sim. Sinto falta de liberdade, odeio meu curfew e o fato de morar no subúrbio sem carro. Minha host pode ser muito estressadinha as vezes, mas sinceramente sou muito bem tratada aqui e sou tãaao feliz. Tenho amigas maravilhosas, fiz 5 cursos que eu queria, trabalho menos de 30 horas por semana e tô a 40 minutos de New York.

Mas a pior parte com certeza vai ser a saudade das minhas kids. Depois de 10 meses lidando com eles quase todo dia (só tirando os domingos), vou sentir falta demais. Eles são ótimos, meu menino é a criança mais inocente e inteligente que eu já vi nesse mundo, me faz perguntas lindas que eu amo responder! Minha menina é minha amiguinha mirim, que eu conto o que fiz no fim de semana e mostro minhas fotos com minhas amigas. Corta o coração ir embora e deixá-los aqui 😦 Fico dizendo a mim mesma que a vida é feita de escolhas e de oportunidades. Tive uma experiência maravilhosa aqui, mas estou pronta pra a próxima, e que ela seja tão boa ou melhor que essa!

Enfim… Nessa minha procura pelo match do segundo ano, eu queria uma nova experiência. Já tinha comentado com minhas amigas que tava louca pra cuidar de baby. Eles dão muito trabalho, consomem muuitas horas, mas gente.. sinceramente, não resisto a tanta fofura! Eu sou carinhosa, gosto de abraçar, de beijar, apertar, e minha kids aqui são grandes e não curtem muita demonstração de carinho. Sinto a maior falta disso, porque eu era muito colada na minha mãe e a gente vivia agarrada.

Pois… minha nova host family tem duas menininhas lindas! Uma baby de 9 meses e uma toddler de 2 anos e meio. Loirinhas dos olhos azuis!! Não aguento!

Tenho certeza que vão me dar muito trabalho e vão consumir minhas 45 horas, mas estou super empolgada e não vejo a hora de apertar umas bochechas loucas!

Fim de semana off era pré-requisito pra esse ano, e graças a Deus só vou precisar trabalhar no fim de semana em alguma emergência ou ocasiões especiais. Não vou ter carro, mas eles moram dentro da cidade e tem um ponto de ônibus e de metrô bem perto de casa. Vou continuar dividindo banheiro, já que eles moram num apartamento pequeno, mas vou ter minha cama de casal!

Outra notícia boa é que eles só precisam de mim no dia 11 de agosto, 3 semanas depois do fim do meu primeiro ano, então entramos em acordo e vou trabalhar pra eles 3 semanas do meu travel month. Enquanto isso, farei uma viagem pela West Coast com meu coração!

Eu vou terminar esse post por aqui, pq to super cansada e com sono, e pra completar ainda vou assistir a novela! kkkk Não vou dormir sem saber de Luiza, Laerte, Helena, Virgílio e cia!

Volto logo pra contar de mais duas visitas mais que especiais que tive esse mês!!!

E Chicago que me aguarde que eu to chegando!!!

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Segunda semana de férias: Orlando com minha família

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Eu acabei de fazer um post e já voltei pra fazer outro. É porque esses dias eu to assim, cabeça uma bagunça. Sabe quando você tem um monte de coisa pra fazer e simplesmente não consegue fazer absolutamente nada? Eu to assim. Tem um homework que eu preciso terminar há semanas e não sai do canto. Empacada. Ai eu venho pra cá escrever pra ver se me acalma, não sei porque eu acho que funciona.

Essa semana eu conversei com minha host family sobre a extensão. Falei pra eles que meu ano tá terminando, que só tenho mais 3 meses, e a Cultural Care tá cobrando uma resposta. E ai falei que ainda não estou preparada pra voltar pra casa e que já que tenho o Mike agora, gostaria de estender com uma família em Chicago. Eu evitei essa conversa por semaaaanas, fugi dela como o diabo foge da cruz, porque tinha medo que ela dissesse que não me daria uma boa recomendação. Mas foi totalmente o contrário. Minha host me deu super apoio e disse que me entendia, que me daria uma super referência e faz questão de deixar número de telefone e email pra a próxima host family entrar em contato com ela. Fiquei muitíssimo feliz e já me empolguei pra começar meu application pro segundo ano.

Forms preenchidas, carta pronta, fotos escolhidas… ai meu perfil dá um erro na hora que eu vou dar o submit! Oh God, eu mereço. Ai agora, além de toda a ansiedade de não saber o que vai acontecer daqui a 3 meses, da saudade de casa (principalmente da minha mãe) e da distância do namorado, agora eu tenho que ocupar minha cabeça com a preocupação de ter cada vez menos tempo de achar uma nova família.

Além disso, ando super sentimental com minhas kids. Tá dando um dó no coração de deixar eles, vou sentir tanta falta da minha mini-adulta de 10 anos e do meu super fofo inocente de 8. São crianças ótimas e eu estou de dedos cruzados pra que as próximas sejam assim tão bem educadas quanto elas. Aaaamo mesmo e já estou com saudades antecipadas.

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Fotos: Eu e minha girl no starbucks/ Eu e meu boy na festinha de aniversário dele no último fim de semana
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Dramas a parte, vamos falar da viagem pra Flórida!

Orlando mora no meu coração desde a minha primeira visita há quase 10 aninhos atrás. Pra mim, sempre foi o lugar mais mágico do mundo e esse amor só ficou mais sério depois que trabalhei na Disney por um verão. Depois eu conto sobre esse programa em um post pra vocês.

Eu gosto tanto de lá que preferi “gastar” meus 7 dias de férias todos em Orlando e acabei nem indo pra Miami. Não consegui escolher só 3 parques! Seria injusto com os outros! haha Então vou tentar dar dicas pra vocês.

Eu tinha 7 dias, então fizemos 6 parques e deixamos 1 pra compras, já que Orlando tem outlets maravilhosos.

Nossa programação foi:

– Terça: chegamos no fim da manhã, alugamos um carro e fomos trocar os valchers que compramos pela All Tours. Fomos direto pro Disney Hollywood Studios. O parque é pequeno e não precisa de um dia inteiro. Com certeza dá pra esticar e ficar longas horas, mas pra quem já foi, dá pra fazer só o que já julgou ser bom.
Sugestão: Pegar os horários dos shows fixos e ir ajustando os outros brinquedos em função deles.
Melhores atrações: Hollywwod Tower of Terror; Rock’n roller coaster; Lights, cameras, action!; A bela e a fera; A pequena sereia; Fantasmic (show de água, música e fogos a noite), além de andar pelo parque e tirar muitas fotos, porque é tudo muito lindo!

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Fotos: Nós no chapeuzinho do Mickey/ Eu e mainha com a Hollywood Tower of Terror algo fundo.. o famoso elevador que cai.

– Quarta: Ai foi dia de Magic Kingdom! Meu lindo preferido. O parque que eu trabalhava, o lugar onde conheci meu namorado lindo! É o parque mais especial e com cara de Disney. É onde tem o castelo da Cinderela, os desfiles e o show de fogos mais lindos. Na minha opinião, esse parque merece um dia inteiro, até a noite. O que se pode fazer é chegar um pouco mais tarde, perto das 11 ou 12 pra poder aguentar até tarde.
Sugestão: Tomar um sorvete de abacaxi na adventureland, perto da Swiss Family Tree House.
Melhores atrações: Splash Mountains, Space Mountain, Piratas do Caribe, Philharmagic e as paradas (a tarde e a noite).

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Fotos: Nós com o castelo e os jardins lindos do Magic Kingdom

-Quinta: Tiramos o dia pra ir no outlet, fazer umas comprinhas, porque ninguém é de ferro kkkkkk

– Sexta: Universal Studios. A parte da Universal tem dois parques: o Universal Studios e o Islands of adventure. Um do lado do outro, no City Walk, que é um lugar lindo ao redor de um lado com vários restaurantes e lojas legais. É lá que fica o Blue Man Group show, que nós também fomos. Trocamos os valchers a tarde e saímos direto do parque pra o show. Muuuuito legal e eu super indico!
Sugestões: Ande na Rock it! um milhão de vezes!!
Melhores atrações: Rock it e a montanha russa da múmia.

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Fotos: Nós na frente do parque/ Nós com a Rock it! no fundo

– Sábado: Fomos pro Epcot. Além da parte normal dos brinquedos, no Epcot tem um lago lindo com o “showcase” dos países. Como se tivesse um pedacinho da França, da Itália, do Japão, da Alemanha.. com restaurantes, rides e réplicas de monumentos. Nesse dia nós também fomos no Cirque du Soleil, assistir o show “La Nouba”. O circo fica no Downtown Disney, junto com lojas e restaurantes, incluindo Planet Hollywood, loja do Lego e várias lojas da Disney. Saímos do parque e pegamos o monorail pra o Ticket and Transportation Center, de lá andamos pra o Polynesian Resort, que é do lado e então pegamos o ônibus pra downtown Disney. Tudo de graça.  Acabamos chegando atrasados, então sempre prestem atenção e deixem um tempo bem folgado pra tudo.
Sugestão: Comer um Funel Cake com açúcar e sorvete de baunilha no showcase dos países, um pouco antes de chegar no Japão.
Melhores atrações: Fast track, Mission Space, Character Spot (o lugar onde se tirar foto com os personagens) e o showcase dos países.

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Fotos: Eu e minha mãe com o Spaceship Earth ao fundo/ Nós duas com a Minnie no character spot/ Eu e meu irmão no showcase do Marrocos

– Domingo:  Dormimos até um pouco mais tarde e fomos no Sea World. O show da Shamu que estava suspenso voltou a se apresentado, graças a Deus! O parque não é tão grande, mas tem duas montanhas russas super legais, além de shows com animais.
– Sugestão: Tente não levar bolsas, eles fazem você deixar tudo em um armário antes de entrar nos brinquedos mais radicais.
– Melhores atrações: Show da Shamu, show dos golfinhos e as duas montanhas russas que eu não lembro o nome!

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Fotos: Eu e minha mãe/ Show da Shamu

– Segunda: Meu último dia! Fomos no Islands of adventure. Saímos cedo pra poder voltar cedo, já que meu vôo era perto das 8 da noite.
Nesse dia encontramos com um grupo de brasileiras no shuttle pro parque e foi ótimo poder socializar um pouco com outras pessoas que não nós três. Mas infelizmente quanto maior o grupo, mais lento é o passo do dia, então tivemos que nos separar ou eu não conseguiria fazer os brinquedos que eu queria fazer.
Sugestão: Nos brinquedos que a filha for mais longa, tente ir na fila do single rider, vai muito mais rápido e poupa tempo de fila, que é tempo jogado fora!
Melhores atrações: As montanhas russas do Harry Potter, os simuladores do Homem Aranha e do Harry Potter e simplesmente andar por Hogwarts.

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Fotos: Nós 3 em Hogwarts/ Nós, o grupo de brasileiros e o T-rex/ Nós 3 fazendo macacadas

A viagem foi mais que legal, apesar de muito cansativa. Se tiverem a oportunidade de fazer tudo com mais calma, intercalem dias de parque com dias de compras. Se tiver menos dias, faça menos parques, porquê tem que ter muita perna e disposição, sem contar que os ingressos dos parques são salgados.

A despedida no aeroporto foi mais que dolorosa, muito pior do que a primeira. Chorei tanto abraçada com minha mãe, é muito ruim se despedir de alguém sem saber quando a gente vai ver essa pessoa de novo, principalmente quando se trata da mãe! Mas ela saiu daqui dizendo que volta ano que vem, o que me deixou mais tranquila. Espero mesmo que ela venha me mimar mais uma vez!

Mas preciso dizer que isso tudo me tirou do rumo, me deixou desajustada e eu preciso urgente retomar minha rotina normal. Eu to dormindo mal, trocando a noite pelo dia e com uma sensação tão ruim. Espero que possa ficar online logo pra começar a conversar com as famílias e me empolgar um pouco, vai fazer bem pra mente!

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Agora algumas dicas extras pra quem pretende ir pra Orlando 🙂

Dica #1: comprando os 4 parques da Disney juntos, sai muito mais barato (Magic Kingdom, Animal Kingdom, Epcot e Disney Hollywood Studios). O combo da Universal também vale a pena (Universal+Islands) e também tem o do Sea World+Busch Gardens. O problema é que o Busch Gardens fica em Tampa, mais ou menos 1 hora e meia de Orlando, então tem que ter um dia folgado pra isso. Eu não fui lá dessa vez, mas minha mãe e meu irmão foram depois que eu voltei pra NY.

Dica #2: Os parque da Disney têm os famosos Fast Passes, que direcionam você pra uma fila separada super rápida nos brinquedos mais cheios, então assim que você chegar no parque, corra pra o Fast Pass Kiosk e já garanta o que for possível. Eles scanneam teu ingresso e deixam você escolher até 3 atrações pra “furar a fila normal”. Dependendo do que tiver disponível, escolha as 3 e depois molde seu dia de acordo com os horários que você pegar. Tire uma foto da tela pra não esquecer e lembre-se: os hóspedes dos hotéis da Disney podem reservar fast passes antes até do parque abrir, então tudo se esgota logo cedo, o quanto antes você chegar no parque, maiores são as chances de pegar os passes das atrações que você quer. Os outros parques também têm esse esquema, mas é pago.

Dica #3: O hotel que eu fiquei é barato, limpo, bem localizado, tem piscina, café da manhã e shuttle de graça pra os parques todo dia. Vale a pena conferir! Econo Lodge

Dica #4: Tente não comer nos parques. Comida lá é extremamente cara. Em Orlando tem restaurante brasileiros e latinos que são muito bons com uma comida super barata. Indico o Camila’s, no International Drive. Você paga $18 e como a vontade, com refrigerante incluso. Comida sempre quente e fresquinha, não falta feijão, arroz, farofa e picanha saída direto da churrasqueira. Tem também o Pio-Pio, uma rede latina que também tem o feijão com arroz tão amado, e o Sweet Tomato, que também é no esquema all-you-can-eat e custa em média $10 por pessoa sem bebida e sem taxas. Além desses restaurantes, existe sempre o bom e velho Mc Donald’s, Burger King, Wendy’s.. se esbanjem no dollar menu! Se tiver com saudade do sanduíche estilo brasileiro, tem um Podrão brasuca na International Drive, em Frente ao hotel que eu fiquei, o Econo Lodge.

Dica #5: Transporte. Se você está pensando em alugar um carro, lembre-se que estacionament0 nos parques é facada! Coisa de $17 por dia. Então se planeje pra isso. Sei que é bom ter a liberdade de poder ir em qualquer canto, mas a maioria dos hotéis oferecem transporte pros parques e o sistema de ônibus de Orlando é muito bom, usamos várias vezes quando o horário do transporte do hotel não batia com o nosso. Tem trolley verdinho que leva e traz dos outlets pros hotéis, não sei bem onde mais ele passa, mas passa no international drive com certeza. Dica da dica: Se for pra um parque da Disney, pare no Downtown Disney, o estacionamento é de graça. De lá, pegue um ônibus deles pra algum resort e de lá pra o parque que você quiser ir.

Dica #6: Fuja dos feriados e férias escolares. Eu sei que pras au pairs é difícil fazer isso. No meu caso, minha host me deu esses dias porque as crianças estariam de férias e eles iam viajar. Mas era spring break junto com feriado da Páscoa, os parques estavam lotaaaaados, filas longas, muita crianças chorando e mais stress. É melhor ir numa data aleatória, aproveita-se muito mais.

Dica #7: Minha ordem de preferência dos parques (disputa acirrada do começo até o fim, todos são muito bons:
1) Disney’s Magic Kingdom
2) Islands of Adventure
3) Epcot
4) Disney Hollywood Studios
5) Busch Gardens
6) Universal
7) Sea World
8) Disney’s Animal Kigdom

Só lembro dessas dicas agora, mas estou aberta a qualquer dúvida que vocês tiverem!

Beeijos

Visita da Família em NY!

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9 meses completos.

Já fiz tudo que queria fazer Ainda não fiz tudo que queria fazer em New York. Mas falta pouco. Muito pouco.

Sentimento no peito é muito estranho e tudo só piorou depois que minha mãe e meu irmão vieram pras minhas férias. Vou explicar pra vocês do jeito que eu expliquei minha amiguíssima Lua e espero que dê pra vocês entenderem:

É como se eu tivesse duas vidas em dois planetas diferentes: um chamado EUA e outro chamado Brasil. A vida é muito boa nos dois planetas, com tanto que um não se misture no outro. São paisagens diferentes, pessoas diferentes, atividades diferentes nos dois lugares. Mas, se um dia um meteoro, um corpo estranho ou qualquer coisa do tipo cai e invade um planeta, com coisas que não pertencem a ele, ai o equilíbrio vai por água abaixo.

Foi assim que eu me senti.

Minha mãezinha e meu irmão vieram cheios de saudades e de novidades lá de Maceió. Além de trazerem eles mesmo, trouxeram notícias de amigos, de lugares, de parentes. Agora eu sei que o prédio que tava sendo construído do lado do meu já tem novos moradores e que todo mundo agora vive e cortinas fechadas porque dá pra ver tudo da janela do vizinho. Descobri que minha tia-avó tá namorando e morando junto com um cantor. Meu outro tio que tinha ido morar com a filha no Rio voltou e disse que não sai de Maceió de jeito nenhum.

Besteiras, né?

Não!

Foi como se os anéis de saturno tivessem vindo parar na terra por engano. Misturou tudo! Bateu uma saudade não só dos amigos e da família, mas das paisagens, das energias, das comidas, do estilo da vida, dos costumes.

Deu pra entender?

Pois sim. Voltei de Orlando essa semana, mas vou deixar o post sobre isso pra o próximo e hoje vou compartilhar fotos dos dias que turistamos aqui em New York.

Fui buscá-los no aeroporto na sexta, dia 11. Quando eu cheguei lá eles já tinham chegado e corri pros braços do meu irmão! Ele me jogou de um lado pro outro, tava com saudade dessa doidice! Viemos pra casa, eles deixaram as malas e a gente foi comer no diner aqui da cidade. Eles descansaram e foram pra NY, eu encontrei com eles quando fiquei off a noite pra ver o Rei Leão. Foi o show mais lindo que eu já vi na vida, minha mãe até chorou. Cenário belo, fantasias maravilhosas, iluminação sem igual. Recomendo pra quem puder!

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Fotos: Eu, minha mãe e meu irmão no Rei Leão/ Eu, meu irmão e minha mãe na Times Square

No sábado eu ainda trabalhei de manhã, eles esperaram por mim e depois nós fomos turistar na city. Encontramos com nossa ex-vizinha Yanna e a sobrinha dela Rayssa, além de duas amigas do meu irmão. Passeamos pela Times de novo e caminhamos no Central Park, sentamos por lá e conversamos bastante! A noite jantamos no Star Dust Diner todos juntos, depois de esperar uma hora e meia na fila do lado de fora. Por fim, depois que chegamos em Manhasset e estávamos andando pra casa, passamos na porta do Green’s e eu vi que Daisy e Vanessa estavam lá, ai entramos pra curtir um pouco da noite do karaokê. Parecia que tinha um encontro gay naquela noite e estavam todos bêbados e fazendo loucuuuras! Foi hilário!

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Fotos: Eu minha mãe no Central Park/ O grupo todo na porta do Star Dust

Domingo foi 100% turismo, já que eu tava off. Atravessamos a ponte do Brooklyn andando, chegamos bem perto do World Trade Center novo, depois pegamos o Water Taxi pra chegar bem pertinho da Estátua da Liberdade e passar por baixo da ponte, além de ter uma vista maravilhosa da cidade. O passeio custa $30 por pessoa e você pode pegar o barquinho quantas vezes quiser durante o dia, nas diferentes paradas. Tipo aqueles ônibus turísticos que tem no Brasil. A visita é guiada, sinceramente não dá pra ouvir nada porque o vento não deixa, mas as imagens valem por um milhão de palavras! Dá pra pegar o barquinho no Battery Park, embaixo da ponte do Brooklyn, num pier na altura do Empire State Building na 12th avenue e mais alguns pontos. Vale a pena dar uma conferida. A noite nós voltamos pra Manhasset e levamos minha host family pra jantar. Saímos todos juntos, comemos pizza e foi ótimo!

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Fotos: Nós na estátua da Liberdade/ Nós na ponte do Brooklyn/ Nós na Times Square/ Nós no búfalo de Wall Street/ Nós com a vista de Manhattan ao fundo

Segunda-Feira eles foram turistar sozinhos, já que eu tinha que trabalhar o dia todo. Já era spring break pras kids e eles não tiveram aula. A noite, meu host fez o jantar e todos comemos juntos, foi muito legal de novo.

Foi muito bom tê-los aqui por perto! Dormi agarradinha com minha mãe, dei muitos apertos e beijos, tava com tanta saudade daquele cheirinho! Carinho de mãe faz falta, viu!

Na terça-feira cedinho partimos pra Orlando, mas são cenas pra o próximo capítulo!